quarta-feira, fevereiro 02, 2005
ENCANTADO (Iso Fischer/Elder Braga)
Espero o sol nascer pra dormir
Não deixo você ir sem lhe ver
Não preciso beber pra sorrir
Prefiro não fugir, não temer
Olhando para o mar agitado
Vejo ser delicado amar
sem com isso alterar meu estado
já tão descontrolado, mudar
Eu sei que o futuro a Deus pertence
Mas cada dia, roubo um dia pra mim
Eu olho seu olhar sereno
Meu único veneno, meu ar
Que vem tumultuar, obsceno
O meu viver ameno esquentar
Então descontrolado e amando
lembro o mar mudando e tocado
Me salvo no pecado,
lembrando teus beijos
e ficando encantado
Eu sei que o futuro a Deus pertence
Mas cada dia, roubo um dia pra mim
Não deixo você ir sem lhe ver
Não preciso beber pra sorrir
Prefiro não fugir, não temer
Olhando para o mar agitado
Vejo ser delicado amar
sem com isso alterar meu estado
já tão descontrolado, mudar
Eu sei que o futuro a Deus pertence
Mas cada dia, roubo um dia pra mim
Eu olho seu olhar sereno
Meu único veneno, meu ar
Que vem tumultuar, obsceno
O meu viver ameno esquentar
Então descontrolado e amando
lembro o mar mudando e tocado
Me salvo no pecado,
lembrando teus beijos
e ficando encantado
Eu sei que o futuro a Deus pertence
Mas cada dia, roubo um dia pra mim
Celta, Ibérico, Latino
Celta, ibérico, latino
Corpo nú pintado de azul
Ouço gaitas e flautas ao sul
E também o canto ladino
Celta, ibérico, latino
O céu não caiu sobre mim
Eu cruzei os mares e vim
Arrojo mudando o destino
Celta, ibérico, latino
Impérios, fogueiras, lembranças
Sacrifícios, sangue, matanças
Guerreiro com olhar de menino
Celta, ibérico, latino
Mouro na tez, poeta e louco
Amo o ouro, o vinho e os touros
Amigo, amante e assassino
Celta, ibérico, latino
Gregas, árabes e índias beijei
Eu trago a cor de onde passei
Também Baco, o demônio e os sinos
Celta, ibérico, latino
Sou santo e animal de rapina
Eu monto agarrando na crina
Bruxo, druida e felino
Corpo nú pintado de azul
Ouço gaitas e flautas ao sul
E também o canto ladino
Celta, ibérico, latino
O céu não caiu sobre mim
Eu cruzei os mares e vim
Arrojo mudando o destino
Celta, ibérico, latino
Impérios, fogueiras, lembranças
Sacrifícios, sangue, matanças
Guerreiro com olhar de menino
Celta, ibérico, latino
Mouro na tez, poeta e louco
Amo o ouro, o vinho e os touros
Amigo, amante e assassino
Celta, ibérico, latino
Gregas, árabes e índias beijei
Eu trago a cor de onde passei
Também Baco, o demônio e os sinos
Celta, ibérico, latino
Sou santo e animal de rapina
Eu monto agarrando na crina
Bruxo, druida e felino
Atrás dos Seus Olhos
O grito preso atrás destes seus olhos castanhos
Abafa os ruídos da cidade
Mas por algum motivo estranho
O tic tac do relógio de jade
Não permite que eu ouça mais nada
Não importa a atenção empregada
Você é sempre tão razoável, tão calma
Mas não entendo suas palavras
Sabe, elas já perderam a alma
Não parecem com aquele relógio de jade
São como essas pombas das calçadas
Vivem no chão, caladas, cansadas
Os aviões descem, os ônibus passam,
E o grito preso atrás destes seus olhos castanhos
Me ensurdece com um silêncio estranho
Abafa os ruídos da cidade
Mas por algum motivo estranho
O tic tac do relógio de jade
Não permite que eu ouça mais nada
Não importa a atenção empregada
Você é sempre tão razoável, tão calma
Mas não entendo suas palavras
Sabe, elas já perderam a alma
Não parecem com aquele relógio de jade
São como essas pombas das calçadas
Vivem no chão, caladas, cansadas
Os aviões descem, os ônibus passam,
E o grito preso atrás destes seus olhos castanhos
Me ensurdece com um silêncio estranho