sexta-feira, fevereiro 04, 2005
Eu Não Vou Morrer
Eu não vou morrer
Um anjo me contou
Quando eu te beijei
Quando você me abraçou
Eu não vou morrer
Uma fada me falou
Eu me enfeiticei
Quando você me olhou
Eu não vou morrer
O amor não acabou
Você me fez rei
Quando me encantou
Eu não vou morrer
Eu não vou morrer
Um anjo me contou
Quando eu te beijei
Quando você me abraçou
Eu não vou morrer
Uma fada me falou
Eu me enfeiticei
Quando você me olhou
Eu não vou morrer
O amor não acabou
Você me fez rei
Quando me encantou
Eu não vou morrer
Eu não vou morrer
Criatura na Copa das Árvores
Criaturas das copas das árvores
me espiam pela janela
Olham o amor à luz de vela
e a TV após o jantar
As pequenas coisas da vida
Os segredos de nosso lar
Criaturas das copas das árvores
Se reúnem todas as tardes
Para, de uma forma covarde
Picar-nos atrás dos joelhos
E olhar coçarmos a ferida
Criando artrite nos artelhos
Criaturas das copas das árvores
Conhecem todos os meus passos
Sabem as regras que eu transpasso
E os direitos que não ouso
Conhecem todos os meus medos
As pessoas que amei na vida
E as companheiras de brinquedos
me espiam pela janela
Olham o amor à luz de vela
e a TV após o jantar
As pequenas coisas da vida
Os segredos de nosso lar
Criaturas das copas das árvores
Se reúnem todas as tardes
Para, de uma forma covarde
Picar-nos atrás dos joelhos
E olhar coçarmos a ferida
Criando artrite nos artelhos
Criaturas das copas das árvores
Conhecem todos os meus passos
Sabem as regras que eu transpasso
E os direitos que não ouso
Conhecem todos os meus medos
As pessoas que amei na vida
E as companheiras de brinquedos
Cidade Grande (Sonekka/Elder Braga)
Já faz tempo que eu peguei a estrada
do tempo da praça eu não lembro nada
mas esse tempo não me deixa não
Tenho dinheiro mas não tenho tempo
Tenho mulheres mas não tenho amor
há quanto tempo não colho uma flor
Ando depressa mas não sinto o vento
Nas praças cinzas só cresce o cimento
Ninguém conhece a dor do seu vizinho
na multidão cada um vive sozinho
E no barulho canta um lamento
Se ainda olho o espelho todo dia
e mantenho a vista sempre erguida
é que tenho minha infância como guia
e sei que a vida é pra ser vencida
Eu que fui criado em outra praça
Sei que amigo é quem divide o vinho
na feiúra dos prédios acho graça
e com sorriso abro meu caminho
Eu que fui criado em outra praça
Sei que amigo é quem divide o vinho
na feiúra dos prédios acho graça
e com sorriso abro meu caminho
do tempo da praça eu não lembro nada
mas esse tempo não me deixa não
Tenho dinheiro mas não tenho tempo
Tenho mulheres mas não tenho amor
há quanto tempo não colho uma flor
Ando depressa mas não sinto o vento
Nas praças cinzas só cresce o cimento
Ninguém conhece a dor do seu vizinho
na multidão cada um vive sozinho
E no barulho canta um lamento
Se ainda olho o espelho todo dia
e mantenho a vista sempre erguida
é que tenho minha infância como guia
e sei que a vida é pra ser vencida
Eu que fui criado em outra praça
Sei que amigo é quem divide o vinho
na feiúra dos prédios acho graça
e com sorriso abro meu caminho
Eu que fui criado em outra praça
Sei que amigo é quem divide o vinho
na feiúra dos prédios acho graça
e com sorriso abro meu caminho